Grupo Dom Bosco: Visão da Resistência

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Visão da Resistência

Algumas almas católicas que hoje mantêm a fé católica estão temendo pela direção que vem sendo tomada pela liderança da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, e como elas apreciam o quanto vinham recebendo da Fraternidade nas últimas décadas, elas desesperadamente optaram por uma nova Fraternidade substituta. Elas temem que a diferente visão de uma rede de pequenos grupos de resistência seja o seu futuro, mas podem ser tranquilizadas ao saberem que foi essa a visão de um proeminente profeta e pioneiro do movimento Tradicional, o padre dominicano francês Roger-Thomas Calmel (1914-1975). Aqui está uma página, livremente traduzida e adaptada do francês, de sua “Breve Apologia para a Igreja de todos os Tempos (pp. 48-51): --

“Por mais loucamente que possa se portar a hierarquia católica, padres não podem tomar o lugar dos bispos, e nem podem os leigos tomar o lugar dos padres. Estamos nós então pensando em criar uma liga ou associação mundial de padres e leigos cristãos para entrar no diálogo com a hierarquia e forçá-la a restaurar a ordem católica? É uma grande e tocante ideia, mas ela é irreal. Isso porque nenhum grupo que queira ser um grupo da Igreja, mas sem ser uma diocese, ou uma arquidiocese e nem uma paróquia e nem uma ordem religiosa, se encontrará sob alguma das categorias sobre as quais e pelas quais a autoridade é exercida na Igreja. Irá ser um grupo artificial, um artefato desconhecido para qualquer dos grupos reais da Igreja que são estabelecidos e reconhecidos como tais.

Assim, como com qualquer agrupamento de homens, os problemas de liderança e autoridade irão surgir, e quanto maior o grupo, mais acentuados serão. Infalivelmente irá se cair nisto: por ser uma associação, o grupo deve resolver o problema da autoridade; por ser artificial (não ser nenhum tipo de grupo natural ou sobrenatural), ele não pode resolver o problema da autoridade. Surgirão rapidamente subgrupos rivais, a guerra será inevitável, e não haverá meios canônicos para terminá-la ou travá-la.

Estamos então condenados a não poder fazer nada no meio do caos, um caos frequentemente sacrílego? Eu não penso assim. Em primeiro lugar, a indefectibilidade da Igreja garante que até o fim do mundo haverá pessoal suficiente compondo uma genuína hierarquia a manter os sacramentos, especialmente a Eucaristia e as Sagradas Ordenações, e a pregar a única e imutável doutrina da Salvação. E em segundo lugar, quaisquer que sejam as falhas da real hierarquia, todos nós, padres e leigos, temos nossa pequena parcela de autoridade.

Portanto, que o padre apto a pregar vá aos limites de seu poder de pregar, absolva pecados e celebre a verdadeira Missa. Que a Irmã que educa vá aos limites de sua graça e poder para formar moças na fé, na boa moral, na pureza e na literatura. Que cada padre e leigo, cada pequeno grupo de leigos e padres, que tenha autoridade e poder sobre um pequeno forte da Igreja e da Cristandade, vá aos limites de suas possibilidades e poderes. Que os líderes e ocupantes de tais fortes se conheçam e mantenham contato uns com os outros. Que cada um dos fortes protegidos, defendidos, treinados e dirigidos em suas orações e cantos por uma autoridade real se torne, tanto quanto possível, uma fortaleza de santidade. É isso que irá garantir a continuação da verdadeira Igreja e irá preparar eficazmente sua renovação no bom tempo de Deus.

Então nós não precisamos ter medo, mas orar com toda confiança e exercer sem medo, na esfera que é nossa, de acordo com a Tradição, o poder que nós temos, preparando assim o feliz tempo em que Roma voltará a ser Roma e os bispos voltarão a ser bispos.”

 Kyrie eleison

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