Grupo Dom Bosco: Sobre o uso virtuoso da internet - Parte III

domingo, 2 de setembro de 2012

Sobre o uso virtuoso da internet - Parte III

            3 - Do divertimento cibernético te absterás.

O mundo de internet é realmente fascinante! Se pode encontrar facilmente tantas coisas. Daí que muitos a usem como divertimento, para “matar o tempo” ou para brincar. Porém não nos esqueçamos nunca do perigo inerente da navegação cibernética. Com uma ocasião de pecado não se brinca! Temos numerosos motivos para não utilizar internet como passa-tempo:

Já dissemos, mas devemos insistir: navegar na web é uma atividade perigosa para a alma, que quase sempre estimulará pelo menos uma das três concupiscências.

  • A SOBERBA DA VIDA: “Sereis como deuses” dizia sempre a serpente à Eva, para convidá-la a comer o fruto proibido. Com internet de certa maneira se nos propõe o mesmo: conhecer tudo como Deus, julgar tudo como Deus. Ademais nos dá a possibilidade de alçar a voz no mundo inteiro. Esta impressão de poder e juízo absoluto alimenta nossa soberba e vanglória.
  • A CONCUPISCÊNCIA DOS OLHOS: A web nos apresenta todos os objetos possíveis e imagináveis, fomentando assim a ganância, com a que rendemos culto ao deus Mammón...
  • A CONCUPISCÊNCIA DA CARNE: Segundo as estatísticas oficiais, 12% dos sites no mundo são pornográficos. Nem falaremos dos abundantes vídeos, fotos, imagens, piadas ou publicidades que estimulam a sensualidade.
Imaginando que (milagrosamente) alguém possa ficar a salvo dos estímulos da concupiscência, muito facilmente se chega a perder tempo, em detrimento dos deveres do dia-a-dia.

A navegação web exerce uma forte atração, que faz prolongar –e muitas vezes esquecer- os deveres. Se começa navegando para divertir-se um pouco e se termina deixando os deveres, hipnotizado pela internet. Os casos abundam: quantas donas-de-casa se atrasam em suas tarefas ao olhar as últimas atualizações do Facebook?... quantos empregados perdem tempo durante o trabalho buscando noticias ou resultados de futebol?... quantas crianças ficam sem aprender sua lição porque estavam num chat com os amigos?... quantos pais de família descuidam da atenção devida à sua esposa e seus filhos porque estão jogando online?... Todos se sentarão ante à tela dizendo-se: “cinco minutos, e nada mais!” E assim passam uma hora, e seguem navegando...

Provoca verdadeiros vícios. No ano 2000 se criou uma seção no hospital parisiano (Centro Médico Marmottan) para casos de vícios cibernéticos! Nela, se diagnosticaram quatro grandes categorias de “ciberdependencia”: gasto compulsivo em sites comerciais ou jogos com dinheiro; vicio em jogos online; sexualidade patológica, chamada vicio em “ciber-sexo”; e dependência nas conhecidas redes sociais (Msn, Facebook, Twitter, fóruns, etc).

Estas novas drogas apresentam sintomas comuns com as drogas clássicas: aumento progressivo do tempo que a elas se dedica; isolamento progressivo da vida familiar (inversão do ciclo noite/dia, refeições em forma particular, relações conflituais) e do trabalho/estudo (ausência progressiva); mentiras (sobre o tempo passado na internet); desejo de doses cada vez mais fortes para chegar às mesmas sensações (cenas eróticas cada vez mais obscenas, necessidade de jogar com mais dinheiro, de encontrar jogos cada vez mais sofisticados, etc.); e por fim, síndrome de falta e de frustração em caso de não poder estar conectado.

Finalmente, provoca a dispersão da mente e faz mais difícil a vida de oração. A acumulação de conhecimentos superficiais e de imagens inúteis (se não perigosas) dificultam a elevação da alma até o Bem espiritual que é Deus. Um paroquiano me afirmava que sua vida espiritual começou a progredir realmente quando limitou o uso da internet ao necessário. Assim é... Os mestres da vida espiritual certificam que a mortificação da imaginação e da memória é absolutamente exigida para conquistar uma vida espiritual mais profunda. Por isso se deve afirmar que a curiosidade cibernética, pela agitação interior que suscita, é uma verdadeiro obstáculo para a vida de oração.

Veja as partes I e II.

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