Grupo Dom Bosco: Sobre o uso virtuoso da Internet - Parte I

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Sobre o uso virtuoso da Internet - Parte I

Tradução não oficial de André Renato Rinaldi, extraído da revista Iesus Christus do Distrito da América do Sul da FSSPX, de autoria de V. revma, Pe. Jean-Michel Gomis.

Sobre o uso virtuoso da Internet

Revolução social! Tal é nossa impressão quando examinamos o alcance do fenômeno da internet sobre a sociedade. Em menos de vinte anos, a tela conectada chegou a ser parte da vida do homem. Se usa para tudo: comprar, vender, aprender, distrair-se, encontrar a alma gêmea... Sem sair de casa, 2.200 bilhões de usuários têm acesso a mais de 660 milhões de sites, que lhe propõem tudo o que o homem moderno pode desejar.
Pois bem, ao católico que quer salvar sua alma, se faz uma interrogação: internet, me ajuda ou não a alcançar a vida eterna? Quais são as regras morais que devo seguir a respeito dessa extraordinária ferramenta tecnológica? A pergunta não é de pouca importância, sobre tudo se temos em conta a quantidade de horas que geralmente se passam diariamente na Rede (Web, em inglês) navegando pelo ciberespaço...
Por isto, achamos útil apresentar um “decálogo” da internet, como normas morais concretas para guiar aos católicos nesta questão. Deus queira que os pais de família levem muito a sério o assunto, para maior bem espiritual de suas famílias. 

Nem bom, nem mau em si mesmo: tudo depende do uso
 
Quando falamos da bondade ou malícia de uma ação humana concreta, se devem considerar três realidades: a ação em si mesma, a intenção de quem a realiza e as circunstâncias concretas nas quais se leva a cabo a ação.
•    A ação em si mesma pode ser moralmente boa, má ou indiferente.
Boa: se seu objeto é algo bom em si mesmo –como rezar ao Deus verdadeiro-.
Má: se seu objeto é intrinsecamente mau –como abortar, mentir, adorar um ídolo-.
Indiferente: se o objeto da ação não é intrinsecamente nem bom, nem mau –como pintar, comprar, aparar o gramado, etc.-

No caso da internet, se trata claramente de uma ação indiferente em si. Navegar na web não é nem bom, nem mau em si.

É uma mera ferramenta que pode usar-se tanto para o bem –por exemplo, para difundir a boa palavra- como para o mal –por exemplo, buscar coisas inúteis ou perigosas-.
A intenção do agente deve ser reta, ou seja, deve buscar o bem moral e a salvação da alma.
 
Uma intenção má vicia necessariamente a obra, ainda que se trate de uma ação boa em si mesma. Assim ensina Nosso Senhor Jesus Cristo com a parábola do fariseu, que rezava para ser considerado pelos demais e não para honrar a Deus.
As circunstâncias concretas das pessoas, lugares e tempo também influenciam sobre a bondade ou malícia moral das ações humanas.
Deste modo, olhar páginas úteis, por dever, no momento adequado resultará totalmente distinto do que olhar páginas perigosas, por curiosidade, no lugar do cumprimento do dever, etc.
Dito isto, podemos enunciar os seguintes “mandamentos” da web.

  1. Quando ao computador ligar, em teu fim último lembrará, a Deus e à sua Mãe rogarás.
“Em tuas obras, relembra-te de teus novíssimos e não pecarás jamais” (Ecl. VII, 40). Esta recomendação do Espírito Santo se aplica de um modo particular ao nosso assunto. Antes de abrir uma página, antes de lançar uma busca no “Google”, perguntemo-nos: esta averiguação, este trabalho que estou empreendendo, é realmente bom? Me ajuda a alcançar a vida eterna? Quando tiver de comparecer ante Deus para dar conta de minha vida, poderei recordar-me sem envergonhar-me, destes minutos passados diante da tela? Qual é minha intenção real?
Se vemos claramente que não somos movidos pelo bom espírito, sem demora abandonemos nosso propósito. No entanto, se realmente nos parece que temos intenção reta, encomendemo-nos a Deus e à sua Mãe para pedir seu amparo.
Alguns tem o bom costume de colocar ao lado da tela uma estampa, quadro ou imagem piedosa para manter-se na presença de Deus, e assim elevar sua alma a Ele, enquanto usam o computador. É uma pratica grandemente aconselhável.

Um comentário:

  1. Muito bom o blog grupo DOm Bosco. Só tenho uma questão referente ao post. Quando estamos na internet dedicamos um tempo da nossa vida precioso e por mais que façamos isso para o bem (como é o que ocorre aqui), vejo que poderíamos utilizar esse tempo para evangelizar na realidade paupável. Eu acredito que não seja mau em si. Mas, temos que refletir sobre o uso que fazemos da internet. Eu ainda tenho minhas dúvidas.

    Fiquem com Deus.
    Jaqueline

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